Criando um plano de negócios para startups

Até alguns anos atrás, a criação de um plano de negócios tradicionalmente consistia em um documento de mais de 30 páginas, em que destrinchava cada detalhe de como uma empresa iria operar.

Uma empresa de venda de sapatos por exemplo, faria um plano de negócios para descrever seu público-alvo, quais sapatos serão vendidos, as numerações, quantas vendas feitas por dia, horário de funcionamento, receitas, despesas, etc. Acontece que é muito díficil fazer um detalhamento para algo que o empreendedor não tem controle ou sequer experiência prévia no assunto, tornando esse plano de negócios uma fantasia, cheia de informações não validadas. Desse modo, a Alltechlab te ajuda a criar um modelo de negócios atual para startups, que você vai realmente usar.

 

Primeiros Passos

Atualmente, para as empresas, e principalmente startups, um plano de negócios ideal é um que defina as principais questões que permeiam o negócio, mas também possa ser moldado conforme as premissas são validadas. O canvas, uma ferramenta do design thinking, hoje é muito usada para iniciar um plano de negócios, pois é necessário apenas uma folha e alguns post-its para ser feito. Muitas premissas que ainda não foram delineadas podem ser descritas brevemente, e facilmente alteradas.

O Canvas permite uma reflexão sobre o negócio da organização, de forma sistêmica, que vai muito além dos
produtos e serviços que ela oferece. O negócio envolve também a forma com que os produtos e serviços são
entregues, a sua proposta de valor, as parcerias firmadas para garantir o seu posicionamento estratégico, a
forma como a organização obtém receitas e gerencia os seus recursos, etc.

 

Modelo de negócios canvas

Uma vez que o empreendedor terminou de preencher o Canvas com suas hipóteses, o próximo passo é valida-las com o potencial consumidor. Para isso, o empreendedor deve sair a campo, entrevistando os consumidores de maneira imparcial, e há diversas técnicas para tal, que rendem um artigo próprio.

O Canvas não propõe tratar esses nove blocos em profundidade — a proposta é ter uma visão macro do
negócio e do modelo de negócio, para, a partir desse retrato, aprofundar na compreensão da organização.

  •  Segmento de clientes — público-alvo a que a organização deseja atender, por meio dos seus
    produtos e serviços, com uma proposta de valor.
  •  Propostas de valor — o que diferencia uma organização dos seus concorrentes. Pode ser definido
    como os produtos e serviços oferecidos, visando a atender às necessidades dos clientes.
  •  Canais — meios pelos quais a organização oferece os seus produtos e serviços, por exemplo, lojas
    físicas, venda direta, internet, telefone, etc.
  •  Relacionamento com clientes — formas como a organização interage com os seus clientes, de
    acordo com as características destes e da segmentação de mercado.
  •  Modelo de receitas — formas como a empresa captura valor a partir da entrega de valor aos seus
    clientes.
  •  Principais recursos — elementos necessários para que se possa gerar valor e garantir a
    sustentabilidade do negócio, por exemplo, pessoas, maquinário, marca, competências essenciais,
    etc.
  •  Principais atividades — principais atividades da organização para a execução das suas propostas
    de valor.
  •  Parcerias — alianças que a organização estabelece, visando a garantir recursos estratégicos, reduzir
    custos e riscos e focar no seu principal negócio.
  •  Estrutura de custos — são os custos consequentes dos meios utilizados no funcionamento do
    negócio.

 

Hora de escrever

Para oficializar o documento de um modelo de negócios, é hora de botar pra escrever. Há empresas que ficam apenas no canvas, mas isso depende da sua empresa e necessidades. Por exemplo,  startups com modelos de negócios mais complexos, em que apenas o canvas não dá conta de transcrever todos os elementos importantes, e fica faltando mais detalhes. Ou algum investidor pediu um modelo de negócio mais completo para analisa-lo com profundidade. Assim, é de bom senso escrever um documento, que aborde os seguintes tópicos:

  • Descreva sua empresa e modelo de negócios.
  • Analise as condições do seu mercado.
  • Explique seu produto e / ou serviço.
  • Descreva todas as funções de operações e gerenciamento.
  • Desenvolva uma estratégia de marketing e vendas.
  • Detalhe um plano financeiro com custos de negócios, financiamento e projeções de receita.
  • Resuma o acima com um apêndice

Lembre-se de mostrar para pessoas especialistas de várias áreas para obter um feedback sobre a clareza e potencial do modelo. Ninguém sabe fazer tudo sozinho, então a colaboração e o feedback, serão opiniões valiosas para o constante aprimoramento. Mais vale errar e aprender no ínicio ao fazer um plano, do que errar quando há muito mais coisas em jogo.

O plano de negócios é para sua equipe, não para os outros

Planos de negócios são incríveis para definir a essência da sua empresa, e tira-la do imaginário para algo mais concreto. Ali é possível identificar os pontos a serem melhorados e os pontos fortes em diferentes setores de uma startup. Contudo, são questões que devem ser analisadas dentro da sua equipe, pois na hora de apresentar a startup para parceiros e investidores em potencial, não é o plano de negócios que fará você se destacar. Afinal, ainda é só um plano.

Um pitch deck envolvente em vez de um plano de negócios, é a maneira mais dinâmica e realista para apresentar sua empresa. Dessa forma, a apresentação de um pitch deck geralmente consiste em 15-20 slides de PowerPoint e tem como objetivo mostrar os produtos, tecnologia e equipe da empresa aos investidores. Te ensinamos como criar um pitch matador aqui.

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