Mobilidade urbana está ligada à qualidade de vida

Mais que infraestrutura, para que a mobilidade urbana faça parte das nossas cidades é preciso uma mudança cultural

Quando se fala em mobilidade urbana é comum enxergar a parte física dessa logística. Mais vias específicas para as bicicletas, rodovias em bom estado de conservação, veículos elétricos, modais compartilhados, sinalização e a própria integração de transportes. Não é apenas tendência, é necessidade também.

Na Europa, em cidades como Amsterdã e Berlim, a realidade é um exemplo de mobilidade urbana a ser seguido. Menos veículos individuais e maior utilização de transporte público fazem a forma de se locomover mais eficaz e harmônica. Quando algumas vezes o tempo parece correr contra os compromissos diários, sem dúvida uma logística bem resolvida do ir e vir pode agregar bastante à qualidade de vida da população. Não é possível aumentar as 24 horas do dia, mas promover horas úteis com menos tempo estagnado no trânsito, sim.

Antes das questões técnicas vale lembrar um ponto primordial, a mudança de comportamento e costumes. Saber o conceito de mobilidade urbana é um grande início, mas não tem efetividade caso não haja real uso do sistema como um todo. A conscientização para utilizar meios de transportes alternativos e enxergar os benefícios de maneira coletiva, traz resultados.

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Mobilidade urbana e seus desafios

Os desafios para implementar uma mobilidade urbana mais inteligente, através de um bom planejamento, são muitos. O novo organograma das cidades tem custo elevado e morosidade na construção. Estradas são projetadas para durar por décadas e apresentam investimentos públicos caros. Por tanto, quando se pensa em adequar o projeto urbano já existente no intuito de agilizar a obra e reduzir os valores tem se mostrado ineficaz. O custo para equipar, mesmo que seja uma pequena parte da rodovia, com as novas tecnologias pode ser gingante. Desta maneira, experimentação ou mudanças rápidas não têm muito espaço.

Fatores limitantes de espaço e orçamento se fazem presentes nos ajustes da mobilidade urbana.  E, mais uma vez, o planejamento é primordial. A quantidade de pessoas que vive nas grandes cidades só faz crescer, é exponencial. A parte geográfica da região não será modificada, no entanto um projeto correto e obras bem executadas podem garantir o sucesso da mobilidade urbana.

O tempo perdido no trânsito estático é um fato. A fluidez da locomoção impulsiona a melhora em vários setores, como trabalho, estudo e lazer. Uma das ramificações quando se pensa em mobilidade urbana seria reduzir o número de veículos individuais e oferecer um serviço coletivo de qualidade. Transportes públicos mais eficientes, como trens e ônibus, podem incentivar o uso de novos modais compartilhados, para concluir o trajeto e escalonar o funcionamento de serviços.  A tendência caminha para uma solução de locomoção mais eficiente e sustentável. Será que seria possível idealizar uma rede de transportes perfeitamente integrada?

Sustentabilidade

Nas últimas décadas foi possível perceber pessoas mais conscientes com questões ambientais. Que grande avanço da humanidade para o planeta! Esse cuidado se estende ao controle da poluição e emissão de CO² na atmosfera também e impactam indireta ou diretamente na mobilidade urbana também. mobilidade urbana

Veículos elétricos com energia limpa, como e-bikes a patinetes elétricos, por exemplo, reduzem a quantidade de veículos nas ruas e otimiza o trânsito. O conceito é que a população utilize menos o carro e, assim sendo, poluam menos o meio ambiente. Estudos vislumbram em breve para a mobilidade urbana o aumento do uso de modais, seja como novo meio de transporte único, seja como conclusão do trajeto com o transporte público.

Cidades Inteligentes

De forma harmônica e equilibrada a tecnologia ganha espaço há muito tempo na vida das pessoas. Diversificar as opções de deslocamento não é uma exceção da mobilidade urbana. Em entrevista à revista Galileu, o diretor associado da Arup (Arup Group Limited), multinacional com sede em Londres e atuação em serviços profissionais de engenharia, planejamento e gerenciamento de projetos, William Baumgardner, disse que empresa está no topo de uma onda de inovação.

“Veículos elétricos, autônomos (sem condutor), big data e novos modelos de serviços de mobilidade irão proporcionar novas opções de viagem com o potencial de melhorar drasticamente a segurança, a experiência do usuário e a sustentabilidade ambiental”, completou Baumgardner.

O conceito e premissas de uma Smart city abrangem vários quesitos para uma construção de cidade planejada e tecnológica, garantindo a qualidade de vida dos moradores.  Entre coleta de resíduos eficaz e uma rede hidráulica inteligente, por exemplo, a mobilidade urbana caminha em paralelo e talvez com mais visibilidade.

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Já é possível ver alguma mudança na mobilidade urbana da região?

Será que ainda estamos falando apenas das grandes metrópoles ou localmente percebemos algum movimento nesse sentido? Compartilha com a gente. Queremos saber.

 

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